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Colégio de Aplicação da Faculdade Nacional de Filosofia
(Acervo Faculdade de Educação)
fachada2  Sede atual


Em quase setenta anos de existência, o Colégio de Aplicação da UFRJ consolidou seu espaço no cenário educacional do nosso estado como uma instituição comprometida com a formação de cidadãos críticos, capazes de assumir seu papel na sociedade em que estão inseridos, destacando como construímos nossa identidade a partir da defesa dos princípios de autonomia pedagógica e da permanente experimentação de metodologias e estratégias de ensino, em consonância com a função primeira do Colégio, a de se constituir no espaço preferencial, no âmbito da Universidade, para a formação dos alunos dos cursos de Licenciatura.

Em 12 de março de 1946, através do Decreto-Lei federal n. 9053, estabeleceu-se a obrigatoriedade de todas as Faculdades de Filosofia manterem ginásios de aplicação, destinados à prática docente dos alunos dos cursos de Didática. Ernesto de Souza Campos, em artigo publicado em 1957, assim definiu os objetivos dos Ginásios de Aplicação: “Proporcionar a prática de didática em casa de ensino apropriada, dotada de todos os recursos para tal finalidade; Instituir uma casa de ensino modelar para estímulo e emulação de outras do mesmo grau; Abrir, sob a égide da Faculdade de Filosofia, um campo de estágio palpitante e evolutivo”.

Nesse sentido, os Colégios de Aplicação foram concebidos a partir de duas premissas centrais: a de se constituírem em campo de estágio obrigatório para os licenciandos das Faculdades de Filosofia e o de oportunizarem a experimentação de novas práticas pedagógicas.

Em 20 de maio de 1948, foi realizada a sessão solene de instalação do Colégio de Aplicação da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo sido designado para assumir o cargo o Diretor da escola o professor Luiz Narciso Alves de Mattos, catedrático da cadeira de Didática Geral e Especial e, para ocupar a função de Coordenador Executivo, foi indicado pelo professor Mattos o professor Ary Sartorato, da Fundação Getúlio Vargas.

Os primeiros vinte anos de funcionamento do Colégio foram caracterizados pela presença do Professor Luiz Alves de Matos como Diretor da escola, exercendo, de forma incontestável, forte liderança junto ao corpo docente, discente e de funcionários. A estrutura administrativo organizacional contava ainda com o Coordenador Executivo, o SOE e uma Supervisão Acadêmica exercida pelos professores de Didática Geral. Até 1985, a Direção e Vice-Direção foi exercida por docentes da Faculdade de Educação (a FNFi foi extinta), existindo uma forte centralização das decisões nas mãos da Direção, outras funções e cargos foram incorporados como Coordenadores de Turnos e Professores Representantes da Equipe, todos indicados pela Direção. A partir do início da década de oitenta, acontecem os primeiros concursos para o quadro de Docentes do Magistério de 1º e 2º graus e, em 1985, a primeira eleição para a Direção do CAp, tendo sido eleitos dois professores da escola. Começa a partir desse momento a se configurar uma estrutura administrativa organizacional com crescente participação de todos os segmentos da escola.

A gestão administrativo-pedagógica atual se configura por uma co-gestão da Direção, do Conselho Pedagógico e do Plenário de Docentes. O Conselho, inicialmente constituído por representantes dos Setores Curriculares e presidido pela Direção, adquire caráter deliberativo na primeira gestão de docentes do CAp e é ampliado, na gestão de 1998-2001, contando, hoje, com a participação de funcionários e discentes, todos indicados pelos respectivos segmentos. A Direção do CAp é constituida por um diretor geral, um vice-diretor, as direções adjuntas de Ensino e Licenciatura, Pesquisa e Extensão, que articulam a Educação Básica, os Estágios de Graduação, a Pesquisa e a Extensão.

Quanto à localização, o CAp/UFRJ, ao longo de sua história, sempre enfrentou problemas devido à inexistência de uma sede própria, tendo funcionado, sempre, em espaços cedidos. De 1948 a 1952, o Colégio de Aplicação realizou suas atividades em prédio cedido pela Fundação Getúlio Vargas, na Praia de Botafogo. A partir de 1952, a escola foi transferida para o prédio da Praça São Salvador, antiga sede da Escola Senador Correia. Em 1962, o Colégio passou a funcionar na rua J.J. Seabra (em prédio cedido pela Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro), local onde desenvolve suas atividades até o presente momento.

Com relação aos níveis de ensino e diretrizes curriculares, o Colégio iniciou suas atividades com 30 alunos, distribuídos em classes do antigo Curso Ginasial (8a. série) e o Curso Clássico e Científico. A partir de 1998, democratizamos a forma de acesso adotando o sorteio para a classe inicial e 5ª série do Ensino Fundamental e nivelamento em Língua Portuguesa e Matemática seguido de sorteio para as vagas do Ensino Médio. A partir de 2000, o Ensino Fundamental foi ampliado para 9 anos com a abertura da classe de alfabetização, totalizando o atendimento à aproximadamente 760 alunos do 1º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio e cerca de 400 alunos de diversas licenciaturas. De sua criação até os dias atuais, o CAp/UFRJ vem se caracterizando como uma escola singular, cujo trabalho pedagógico encontra-se alicerçado em três pilares básicos: a transmissão de cultura geral, com ênfase na formação humanística, a utilização de metodologia ativa e uma carga horária semanal ampliada, através da incorporação de novas práticas educativas.

UFRJ CAp - Colégio de Aplicação da UFRJ
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